quinta-feira, 14 de abril de 2011

Enquanto hospedado na Quinta de Guimarães visite…

Lamego – 33 km

No Alto Douro vinhateiro, Património Mundial da Humanidade desde Dezembro de 2001, ressalta no horizonte a cidade-luz (cidade de Lamego), possibilitando desde logo a cada um, uma relação privilegiada com a natureza, a gastronomia e o artesanato. Cidade-Símbolo de conquista, Lamego une a tradição ao bom sabor português, sem esquecer nem pôr de parte a boa e famosa história de Portugal!
A história de Lamego remonta ao século III, época em que o burgo se desenvolvia à volta do Castelo. Há por isso vestígios em Lamego de vários achados arqueológicos como aras, estelas, cipos e outros monumentos. Sabe-se que havia aí um Castro (na localização do Castelo), por obra escrita no séc. XIII, mencionando o Castro de Lamego (fortificação medieval) e nos anos de 612 e 621 é cunhada aí moeda (o que atesta a importância económica do local). Em 1057 Lamego passa definitivamente para as mãos dos hispanos. A partir de 1191 o povoado começa a crescer à volta de dois pólos: Sé e Castelo, tornando-se ponto privilegiado de comércio a partir de 1290, ânimo e trânsito comerciais estes, que só vêm a ser destronados pela descoberta do caminho marítimo para a Índia. Em 1514 começa o culto a Nossa Senhora dos Remédios, que vem a tornar-se parte integrante da alma da cidade. A importância dada ao célebre vinho do Douro nos sécs. XVII e XVIII incrementa novamente o comércio na região, surgindo então a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro. A partir do séc. XIX Lamego conhece nova modernização, sendo construídas as principais avenidas contemporâneas da cidade.

O Santuário de Nossa Senhora dos Remédios é sem dúvida local de imprescindível visita na sua ida a Lamego!
Em 1361 é construída uma Ermida em honra de Sto. Estêvão, que institui o culto na zona, dando origem em 1568 a uma nova Ermida (onde é actualmente o Pátio dos Reis), esta dedicada já a Nossa Senhora dos Remédios. Em 1750 e até 1761 constrói-se o Santuário, cuja famosa e grandiosa Escadaria, de 686 degraus, composta por vários “quadros” (entre os quais o “Pátio dos Reis”) é iniciada em 1777 para só ser terminada no séc. XX!

Santuário e Escadaria
Largo dos Reis e Oblisco


De estilo barroco marcado criativamente pelo granito e pelas talhas encontradas do retábulo interior (altar-mor e altares laterias), nos vitrais e nas paredes cobertas de azulejos (representando cenas da vida de Nossa Senhora) pensa-se que este monumento foi arquitectado por Nicolau Nasoni.
A fonte no adro da igreja a sul data de 1738 e as duas torres sineiras (projecto de Augusto Matos Cid) iniciaram-se muito mais tarde. A torre a sul começou a ser construída em 1880 e a do lado norte só foi concluída em 1905.

O Castelo é outro monumento de importância fundamental na cidade e data, segundo os historiadores, dos sécs. XII e XIII, sendo desde 1910, Monumento Nacional. Da construção primitiva restam a Torre e a Cisterna. Na Torre foram no séc. XVI alteradas as iluminações, sendo construídas janelas. As sineiras e os sinos foram retirados em 1939 e 1940, sendo substituídos por ameias. Possui praça de armas e muralha, acessível pelo lado norte e pelo lanço de escadas. O acesso à povoação faz-se pela “Porta dos Figos” ou “dos Fogos” (também chamada “Porta da Vila” ou “do Aguião”), a norte, ou pela “Porta do Sol”, a sul. Junto a esta existe ainda a antiga Casa da Roda, que pertenceu à ordem de Cister. Junto à Porta norte existe ainda também a Casa da Torre. No meio da R. Castelo encontra-se a Capela de N. S. do Socorro, que ostenta no exterior um curioso painel de azulejos com a inscrição “N.S. do Coro 1671”. Outrora existiu aí também uma capela dedicada a S. Salvador, onde era a primitiva Sé.



A Cisterna, situada extra-muros do Castelo, com cerca de 20m de comprimento e 10m de largura é considerada “um dos melhores exemplares das cisternas dos castelos portugueses” (Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais cit. Laranjo, 1994, p.52). 


A Sé Patriarcal é outra razão irrefutável para visitar Lamego!
A construção da Torre até à parte sineira remonta à época românica (sécs. XII e XIII) e apresenta frestas, sobretudo a que se abre do lado nascente, muito interessantes. A parte cimeira foi acabada no séc. XVI. A fachada é de granito e tem estilo gótico - pórticos de arquivoltas -, com influências renascentistas (pórticos laterias), possuindo portas pesadas e almofadadas (detalhe interessante e curioso da marcenaria portuguesa). No interior, que tem três naves, podemos admirar pinturas de Nicolau Nasoni que datam de 1737 e de 1738, altares de talha dourada (1753-Capela do SSmo. Sacramento) e um magnífico frontal em prata cinzelada de fabrico portuense (séc. XVIII). O Coro-Alto tem imagens em madeira estufada dos sécs. XVI a XVIII.
O Claustro foi concluído em 1557 e possui duas Capelas, ambas com altares de boa talha e portões de ferro forjado.


Ainda em Lamego, motivos de grande interesse são as Igrejas e os Conventos que se seguem: Igreja de Sta. Maria Maior de Almacave (perto de uma necrópole árabe, construção românica do séc. XII, alterada no séc. XVII, tendo sido introduzidos painéis de azulejos e talha dourada e, mais, tarde imagens do séc. XVIII. Reza a história que aqui se realizaram as primeiras cortes do reino de Portugal, aclamando D. Afonso Henriques como Rei), Templo de S. Pedro de Balsemão (a 3km de Lamego, original do séc. VII, com peças do séc. XIV e reedificação no séc. XVII, sendo introduzida a talha dourada no seu interior), Igreja e Convento de Santa Cruz (1596, com talha dourada, painéis cerâmicos do séc. XVIII, duas arcas tumulares em granito, etc….), Igreja do Mosteiro das Chagas (1588, fachada com pórtico renascentista e, no interior, pintura na abóboda central, azulejos e retábulos do séc. XVII), Igreja de Nossa Senhora dos Meninos do Bairro da Ponte (imagem do séc. XVI, azulejos dos sécs. XVII-XVIII, pinturas no tecto da Capela Mor), Igreja da Graça (1647, actual Câmara Municipal), Igreja do Desterro (1640, com talha dourada do séc. XVIII e Sacrário esculpido em madeira), Igreja de S. Francisco (1599 com alterações de 1916), Igreja de Santa Maria de Meijinhos (séc. XVII), Capela do Espírito Santo (séc. XVI), Capela de Nossa Senhora da Esperança (1586, com alterações dos sécs. XVII e XVIII e imagem dos sécs. XV e XVI), e Mosteiro de Santo António de Ferreirim (sécs. XIV-XV).

Como Estátua de maior importância mencione-se a de D. Miguel de Portugal (Bispo de Lamego), personalidade histórica, enviado a Roma no ano de 1641 pelo nosso Rei D. João IV, a fim de afirmar perante o Papa os motivos da Restauração da Independência Portuguesa, tendo resistido heroicamente a muitas e graves perseguições por parte do rei de Castela.

Lamego oferece ainda mais cultura, por toda a cidade: Fontanários, Cruzeiros e Pelourinhos, um interessante Relógio de Sol (situado na antiga estrada pombalina, em praça, indicando as horas através da sombra que o sol projecta no solo, símbolo dos nossos conhecimentos em astronomia e matemática) e um Museu.

O Museu de Lamego exibe obras de pintura, escultura, ourivesaria, cerâmica e azulejaria, arqueologia, capelas e altares, viaturas e mobiliário. Está aberto ao público de 3ª feira a Domingo, das 10h ao 12:30h e das 14h às 17:30h. Encerra às 2asfeiras e nos feriados de 1 de Janeiro, Domingo de Páscoa, 1 de Maio e 25 de Dezembro. O preço da entrada normal é de 2,00€, sendo gratuito aos Domingos e Feriados, se a entrada for feita até às 14h; ou em qualquer caso, se o visitante for professor ou aluno.

Os percursos pedestres em espaços naturais são saudáveis, aconselhados e despertam grande interesse histórico, cultural e paisagístico. Caso sejam da sua preferência, Lamego tem também, uma Rede Municipal de Percursos Pedestres. Os caminhos estão marcados de acordo com a sinalética internacional, havendo também disponível, para cada um, um topo-guia com todas as informações necessárias para poder percorrer a rota autonomamente, sem necessidade de assistência local ou especializada.

Épocas festivas características da cidade de Lamego são: festa de Nossa Senhora dos Remédios (da última Quinta-feira de Agosto até dia 8 de Setembro), Semana Santa (com ritos especiais desde três semanas antes da Páscoa: Via-Sacra, Bênção das Flores e ritual de Pão Quente), Feira de Santa Cruz (festa de cavalos e gado: dia 3 de Maio, junto ao Quartel de Sta. Cruz), Expodouro (vinhos, artesanato, turismo e gastronomia) e o Carnaval de Lazarim (desfile de máscaras e ritos tradicionais).


Contactos Úteis:

Turismo do Douro, Lamego: 254615770
Posto de Turismo Lamego: 254612005

Restaurantes:

A Nave
Morada: Av. 5 de Outubro, 79, Lamego
Tel.: 254613145
Webpage: www.restauranteanave.com/
Aberto todos os dias
Especialidades: Cabrito assado, Feijoada de Marisco (Domingos ou outro dia), Posta de Vitela (Sábados), Bacalhau à Nave, Bolas à nave de presunto, Salpicão, etc.

Novo
Morada: Largo da Sé, Lamego
Tel.: 254613166
Webpage: www.restaurantenovo.com/
Tem área de fumadores e não fumadores
Especialidades: Trutas grelhadas na brasa com presunto de Lamego, Bacalhau à moda da casa, Cabritinho assado na brasa, Gambas assadas na brasa.

Panorâmico Turisserra
Morada: Serra das Meadas, Lamego
Tel.: 254609100
Webpage: www.turisserra.com
Aberto todos os dias
Especialidades: Cabrito da Serra assado (todos os dias), Bacalhau à Turisserra (fins de semana).

O Sonho
Morada: Quinta de S. João, Lamego
Tel.:254655778
Email: restaurantesonho@hotmail.com
Especialidades: Francesinhas (porco, vitela, perú, frango, marisco e picanha), Bacalhau à Sonho, Sobremesas caseiras.

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